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Consciência da finitude: uma dedicatória aos que amo

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Ao tomar conhecimento da notícia do bombardeio no Irã, um pensamento surgiu quase instantaneamente: vamos todos morrer. Mas, afinal, não era isso que já sabíamos? Na sequência, pensei em fazer uma lista do que ainda quero viver antes de morrer. Não pela lista em si, mas pelo convite a uma pausa para refletir sobre o que realmente importa. A verdade é que não sabemos quando a vida chegará ao fim — e há algo profundamente mágico nisso. Reconhecer a finitude nos impulsiona a entender que certas coisas não podem esperar. Muitos de nós acreditamos que viemos a este mundo com um propósito pré-estabelecido a cumprir, uma missão definida que justifica nossa passagem. No entanto, talvez o verdadeiro sentido esteja no caminho — nas conexões que formamos, no afeto que compartilhamos e nas experiências que construímos juntos. Estar mais perto de quem amamos, dedicar tempo a conversas sinceras, perceber as pequenas coisas que muitas vezes passam despercebidas — tudo isso é a forma mais bela de d...

Escrita criativa: o retorno.

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Hoje decidi que era hora de voltar a escrever. Este diário já foi, em muitos momentos, uma forma de terapia. Ajudou-me a compreender melhor quem sou e me permitiu revisitar o passado com mais clareza. Ao reler algumas anotações antigas, percebi o quanto fui intensa e, talvez, um tanto imatura. Ainda assim, foi essencial me enxergar com os olhos daquela época e reconhecer que, naquele instante, eu estava dando o meu melhor com os recursos que tinha. Além disso, foi revelador perceber que tantos dos dilemas que pareciam insolúveis hoje já não têm peso algum. Isso me ensinou algo valioso: eu sempre acho que os problemas do presente são os mais difíceis, os mais urgentes, os mais graves. Mas, ao olhar para tudo o que já enfrentei, percebo que sou mais resiliente do que imaginava — e que, de alguma forma, sempre encontrei uma saída.  Se, com menos experiência, já consegui passar por momentos difíceis, por que duvidar que sou capaz agora, com tudo o que aprendi?

Sem título, sem inspiração

Sem título  19/07/2021 - 22:59 Alguns meses depois de um término doloroso e muito traumático, imaginei que pela primeira vez estava realmente deixando os bons e maus sentimentos no passado, como memórias indolores. Crente de que as sensações eram apenas cicatrizes e que nada mais referente a isso pudesse ainda me provocar sofrimento. Contudo, em uma conversa que a princípio parecia feliz e produtiva, ao cogitar que havia a possibilidade de eu ser interpretada como fútil, vazia e burra, revisitei memórias; memórias sombrias; memórias que me fizeram sentir com precisão a triste sensação de ser taxada como medíocre pelo desconhecimento de uma pauta tida como óbvia por alguns.  Só então me dei conta do quão abalada eu fiquei. Isso conseguiu destruir o meu humor. Eu tava bem. Eu tava feliz. Me sentia viva como nunca antes; livre como um passarinho verde que foi liberto depois de anos enjaulado, mantido em cárcere por alguém que o amava, que o...